Vídeo-documentário: O que perdemos?

Um excelente documentário que expõe com diversos vídeos e imagens reais a realidade da destruição dos ritos e cerimônias católicas, bem como eram e passaram a ser atualmente.

O terceiro segredo de Fátima foi revelado?

"Estou obcecado pelas confidências da Virgem à Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja, é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, em sua liturgia, sua teologia e sua alma"

O Concílio Vaticano II em perguntas e respostas

Expostas de modo bastante maduro e direto, este artigo busca responder às principais perguntas que existem acerca do Concílio Vaticano II

O Sacerdote no altar deve unir-se a Maria Santíssima no Calvário

Uma meditação acerca da atuação do sacerdote no altar, especialmente durante a consagração e o sacrifício de Cristo na Cruz em união com Maria Dolorosa como a Corredentora do gênero humano.

Meditações sobre a gravidade do Pecado e do Inferno

O Inferno é uma realidade, um dogma da Igreja. Não podemos nos escusar de nossas dívidas para com Deus apenas evitando acreditar na existência do Inferno. "Não é católico quem não acredita no Inferno"

Conheça e divulgue a devoção da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora!

A Virgem Santíssima prometeu várias graças a quem utilizar com devoção Sua Medalha Milagrosa. Divulgue-a!.

Publicações dos Leitores do Blog

Esta página foi criada com o fim de expor/divulgar as publicações que recebemos dos nossos leitores, enviadas via página do Facebook do Blog ou por e-mail após analisadas. As publicações postadas aqui devem conter as seguintes restrições.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Papa Francisco, Obama, Cuba e a Grande Pátria Latino-Americana

unnamed (10)
Fonte: fratresinunum.com

Será que alguém ainda não percebeu para onde caminha este pontificado?
Depois de se referir à “Grande Pátria latino-americana”, no dia da Virgem de Guadalupe, aderindo ao vocabulário dos “iniciados” do Foro de São Paulo, o Papa Bergoglio favorece, mais uma vez, um dos maiores inimigos da Igreja, o comunismo.
Ontem, Obama anunciou a retomada das relações diplomáticas dos Estados Unidos com Cuba, atribuindo os méritos da empreitada ao Papa Francisco, que se “compraz grandemente” pelo sucesso de sua intermediação. Também o mandatário norte-americano se referiu en passant à tal Grande Pátria, declarando em rede de televisão e em espanhol: “Somos todos americanos”.
O alinhamento ideológico é flagrante em Obama que, enquanto pôde, e a exemplo de seus autoritários pares latino-americanos, buscou achincalhar o legislativo — só não foi além, eliminando de vez o embargo, porque isso extrapola as suas atribuições e esbarra em um congresso republicano nada subserviente.
Pois bem, agora que Cuba entrevê o financiamento do comunismo com dólares americanos, Dilma pôde agradecer ao Papa e comemorar a “vitória de Fidel e do povo cubano”.
Tem-se a impressão de ver o retorno do Pontífice enquanto autoridade moral mundial de outrora, intermediador neutro de conflitos aos quais acorriam países em litígio. Contudo, em vez de isenção, neste caso há o vício ideológico. Dilma, Kirchner, Maduro, irmãos Castro, toda a esquerda exulta. Reconhecem a manobra de Obama e Francisco — os laicistas falam, piedosos que são, de milagre em vida!
Curiosamente — coincidentemente… –, este grau máximo de incensamento ao Papa Francisco ocorre quando ele reenvia, persistente, após uma derrota fragorosa no sínodo deste ano, outro questionário às dioceses, em mais um passo do que parece ser uma determinada jornada fadada a abalar as estruturas na moral Católica.
Francisco, infelizmente, atende sempre mais aos anseios e expectativas da moral da Nova Ordem Mundial — não é preciso recordar a pouca importância dada a temas como aborto e moral sexual, inversamente proporcional ao vigor quando se trata de pedir fechamento de Guantánamo ou o diálogo mesmo com os terroristas do ISIS.
Naturalmente, acaba sendo alçado cada vez mais às honras dos altares globalistas — chegando agora ao ápice do culto à sua pessoa –, sendo transformado em um semi-ídolo, intocável personificação dos valores politicamente corretos, contra o qual ninguém ousará se opor, sob pena de incorrer nas excomunhões eclesial e secular.
Como disse a Virgem de Fátima, “a Rússia espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja; os bons serão martirizados”.
Deus tenha misericórdia da nossa geração, que pode ter a imensa desgraça de ver o levante do dragão vermelho comunista reerguendo-se em fúria, para atacar a Igreja. Como dizia a antiga oração a São Miguel Arcanjo, escrita por Leão XIII, na forma completa do exorcismo de sua autoria, “os mais maliciosos inimigos têm enchido de amargura a Igreja, esposa do Cordeiro Imaculado, têm-lhe dado a beber absinto, têm posto suas mãos ímpias sobre tudo o que para Ela é mais sagrado; onde foram estabelecidas a Sé do Beatíssimo Pedro e a Cátedra da Verdade como Luz para as Nações, eles têm erguido o Trono da Abominação e da Impiedade, de sorte que, ferido o Pastor, possa dispersar-se o rebanho. Ó invencível Príncipe, ajudai o povo de Deus contra a perversidade dos espíritos que lhes atacam e dai-lhes a vitória. Amém”.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A oração da ruptura. Por CNBB.

Fonte: fratresinunum.com
A hermenêutica da ruptura, segundo os neo-modernistas; ou  Igreja pré-conciliar x Igreja pós-conciliar.
Quem nunca ouviu “antes do Concílio Vaticano II era assim… hoje é desse modo…”? Pois bem, desta feita é a própria CNBB, através do material que as comunidades católicas vão usar na Quaresma, que faz uso dessas comparações, evidenciando assim a linha neo-modernista de interpretação do Concílio Vaticano II como ruptura para com a Tradição e História da Igreja, hermenêutica que fora rechaçada por Bento XVI, em 2005.
unnamed (6)
No que será o Sexto Encontro da Quaresma, os católicos do Brasil inteiro que aderirem aos grupos de orações nas casas, seguindo o material enviado pela CNBB, serão obrigados a dizer que antes do Concílio Vaticano II as pessoas só olhavam para Deus no céu e não viviam a fraternidade, com uma fé vertical, esquecendo-se da horizontalidade (sic!).
Somente com e a partir do CVII é que os católicos despertaram para uma fé com compromisso com Cristo, na pessoa dos irmãos e irmãs! E isso foi um resgate do evangelho. Ou seja, por quase dois mil anos de história a igreja não produziu nenhum efeito de sua fé. Nunca teve e manteve instituições de caridade, como hospitais, escolas, asilos, nunca proporcionou educação para os povos, nunca salvou as almas dos fiéis pela administração dos sacramentos, nunca teve santos que cuidassem das coisas celestes e terrestres de forma perfeita… só depois do CVII é que a Igreja passou a viver o Evangelho. E as piedosas almas que na Quaresma só queriam rezar os mistérios dolorosos do Rosário ou a Via-Sacra, e fazer sim caridade, são obrigadas a dizer que a fé de seus antepassados era descompromissada com a realidade, com os “irmãos e irmãs”.
Detalhe, tudo isso encontra respaldo numa pessoa: o Papa Francisco! Pela primeira vez na história da Campanha da Fraternidade um papa ganha as capas dos materiais relativos à mesma campanha. A CNBB está promovendo S.S Francisco com qual interesse? De onde veio esse súbito amor ao Papa? (negrito nosso)


A Bélgica chora a Rainha Fabiola, “mãe de todos os belgas”, que deixa sua herança aos pobres

fabiola
Fonte: fratresinunum.com
A Bélgica chora a Rainha Fabiola, “mãe de todos os belgas”, que deixa sua herança aos pobres.
Por Religión en Libertad | Tradução: Fratres in Unum.com: Uma grande soberana e uma grande cristã morreu em 5 de dezembro, no Castelo de Stuyvenberg, em Bruxelas, aos 86 anos de idade. Ao voltar para o Pai, a quinta rainha dos belgas se reúne também com aquele por quem sofreu durante 21 anos, o amor de sua vida, o rei Balduino. “Ela costumava dizer que só esperava uma coisa: encontrar-se com Balduino. Que esse seria um dia de alegria para ela” (Voici).
Esta rainha católica impressionou o mundo todo ao assistir as exéquias de seu esposo, em 7 de agosto de 1993, vestida totalmente de branco, como sinal de sua esperança na ressurreição. Balduino morreu repentinamente aos 62 anos, depois de reinar por 42 anos, durante suas férias na Espanha. “A última aparição pública da rainha, cuja saúde era cada vez mais frágil, foi por ocasião do 20º aniversário da morte de Balduino” (L’Express).
Um matrimônio de amor entre católicos fervorosos
Nascida em Madri, em 11 de junho de 1928, Dona Fabiola de Mora e Aragão, filha da nobreza espanhola, havia sido enfermeira antes de se casar com o mais jovem soberano da Europa, em 6 de dezembro de 1960.
Foi em Lourdes onde Balduino pediu a mão de Fabiola (…) procedente do catolicismo espanhol mais puro. Fabiola “foi eleita pela Santíssima Virgem para ser minha esposa”, escreveu o soberano. Ela esteve sempre a seu lado como um apoio tão discreto quanto inquebrantável, sobretudo quando o rei Balduino rechaçou heroicamente, em 1990, assinar a lei que autorizada o aborto na Bélgica.
Sua maior dor foi não poder ter filhos. Fabiola perdeu cinco bebês antes de nascer. “Compreendemos que nosso coração tornou-se livre para amar às crianças, absolutamente todas”, confidenciou certo dia. A rainha multiplicou desde então suas ações caritativas, criando a Fundação Fabiola para a Saúde Mental. Consagrou-se também à luta contra a prostituição e a emancipação das mulheres nos países em desenvolvimento.
“Fez de Balduino o rei que a Bélgica precisava”
“A Bélgica perde uma grande Rainha. Uma Rainha de Amor. Uma Rainha Branca. Uma Rainha de coração”, escreve o diário La Libre Belgique em um vibrante editorial: “…rapidamente, nesta Bélgica cinzenta, ela levou o sol de seu país, o sorriso de sua família, a força de sua educação. Em poucos meses, ela ajudou seu esposo a amar o seu dever de rei. Em pouco tempo, ela se converteu em mais belga que os belgas”.
“Rapidamente, aprendeu o holandês e se fez amar por todo um povo, os valões, os bruxelenses, os flamencos, os germanófonos. Ela, que nunca pôde ter filhos, fez de todos os filhos da Bélgica a sua grande família. Assim, graças a ela, a seu amor, a sua presença, mas também a sua distância, fez de Balduino o Rei que a Bélgica precisava. Um rei que acompanhou a transformação do país. De unitária, a Bélgica se fez federal, através de sucessivas reformas. Sem feridas, sem violência”.
“Hoje é [o dia é de] dor para todos os belgas”, declarou Didier Reynders, vice-primeiro ministro e ministro de Assuntos Exteriores. Ela “marcou várias gerações. É uma página de nossa história que se vira”, acrescentou.
“Todos sabiam de suas convicções, de seu compromisso, de sua atenção aos mais fracos, tanto durante seus 33 anos de reinado como depois da morte do rei Balduino”, declarou Benoit Lutgen, chefe do partido de centro CdH, de inspiração cristã. “Ela mostrava claramente que era católica e praticante. A missa diária era o mais importante”, recorda Benoît Lobet, “padre da Rainha”. (RTBF).
Cheia de vida e humor até o final
Assediada pelos anticlericais, ela se encontrou no centro de uma polêmica a propósito de sua fundação privada destinada a ajudar a seus sobrinhos e sobrinhas, e a obras culturais ou sociais que promoviam suas convicções católicas.
Foi acusada de utilizar um pretexto caritativo como meio de escapar dos direitos de herança. Proclamando sua inocência, ela renunciou a esta fundação e se retirou ainda mais da vida pública, no mesmo ano da transferência de poder entre seu cunhado, o rei Alberto II, e seu sobrinho Felipe.
Longe de ser uma “estraga prazeres”, Fabiola estava cheia de vida e de humor. “Esta mulher de personalidade alegre, apaixonada pela música e pela dança, devolveu o sorriso a Balduino, conhecido como ‘o rei triste’, depois de sua ascensão ao trono em 1951 em condições muito difíceis depois da abdicação de seu pai Leopoldo III” (Le Point).
Ela conservou seu bom humor até o final. Em resposta a uma carta anônima que a ameaçava de morte com uma flecha durante a festa nacional de 21 de julho de 2009, ela exibiu uma maçã verde, em alusão a Guilherme Tell!
“Ela falava com todos deixando de lado o protocolo”, conta Stéphane Bern. A rainha Fabiola considerada a todos igualmente, e dizia sempre que estimava tanto a donzela que a ajudava a se vestir como a um chefe de Estado ou a um ministro”.
Deixa seu patrimônio aos mais desfavorecidos
A rainha Fabiola deixou todo o seu patrimônio privado à fundação “Obras da Rainha”, criada em 1960, na época de seu matrimônio com o rei Balduino e cujos beneficiários são as pessoas desfavorecidas, que precisam de ajuda limitada e urgente, na Bélgica. O diário “Le Soir” confirmou esta informação em fontes oficiais do Palácio, que, todavia, não quiseram dar detalhes sobre isso, tendo em conta que ainda deve ser realizado um inventário com esses bens privados.
O anúncio do conteúdo do testamento da rainha Fabiola, informa o diário Abc, ocorre após um período em que ela foi acusada de tentar se esquivar de obrigações fiscais em benefício de seus sobrinhos. Contudo, as fundações que havia criado então foram dissolvidas. “O testamento constitui um ponto final de sua resposta às críticas” das quais fora objeto, segundo afirma o diário de Bruxelas.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Nossa Senhora de Guadalupe, uma grande aliada dos exorcistas


"Nossa Senhora de Guadalupe causa muito dano ao demônio", foi o que afirmou o Padre Sante Babolin, sacerdote exorcista da Diocese de Pádua (Itália), que participou na semana passada de um seminário para sacerdotes exorcistas realizado pela Pontifícia Universidade do  México na capital do país latino-americano. O Padre Babolin, que foi entrevistado pelo Semanário Católico 'Desde la Fé', contou como Nossa Senhora de Guadalupe "é uma arma contra o demônio".

Tal como narra o semanário mexicano, o sacerdote atendia em sua Diocese o caso de um jovem com uma possessão demoníaca. Ao iniciar o ritual do exorcismo o Padre Babolin sentiu a necessidade de invocar Nossa Senhora de Guadalupe, por quem tem grande devoção: "Nossa Senhora de Guadalupe, Rainha de Tepeyac, libertai-o", disse então o exorcista. Diante disso o demônio lhe respondeu de maneira violenta: "Antes dEla, tudo isto era meu lá", referindo-se ao México. Nesse momento, pensando em Tonanzin, deusa terra da antiga mitologia mexicana, o exorcista fez outra invocação: "Nossa Senhora de Guadalupe, tu que destruístes o império de Tonanzin (...)", ao que de imediato respondeu fortemente o demônio: "Coatlicue", que significa na tal mitologia, serpente.

Ao terminar o rito, o Padre Babolin lhe perguntou ao jovem se conhecia o México e sua história pedindo-lhe que pronunciasse a palavra 'Coatlicue', mas foi evidente que não sabia nada de culturas pré-hispânicas e menos do México.

O sacerdote exorcista narrou este episódio para deixar em evidência que invocar a Mãe de Deus durante um exorcismo molesta muito ao demônio, em especial algumas invocações marianas, como Nossa Senhora de Guadalupe. De acordo com o Padre Babolin, a Virgem causa grande dano ao maligno porque ela expressa ternura maternal construindo tudo com amor e não com temor; além disso, "sua imagem de Mãe exalta a família, unida pelo espírito maternal, que oferece amor aos pais e aos filhos; e este mesmo espírito maternal -referindo-se especificamente na Guadalupana- trabalha a fim de que todo o povo mexicanos atue em uma fraternidade humana. Tudo isso molesta ao demônio".

"Por este motivo -continuou o sacerdote-, desde o princípio de meu ministério do exorcismo, invoquei a Nossa Senhora de Guadalupe, às vezes chamando-a Santa Maria, Mãe de Deus, Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe da Misericórdia".

O triunfo da Mãe do Filho de Deus sobre satanás

O Papa João Paulo II, ao referir-se a Imaculada Conceição, faz precisamente referência ao triunfo da Virgem Maria, Mãe do Filho de Deus, sobre satanás: "O Filho de Maria obteve a vitória definitiva sobre Satanás e fez beneficiária antecipadamente a sua Mãe, preservando-a do pecado. Como consequência, o Filho lhe concedeu o poder de resistir ao demônio, realizando assim no mistério da Imaculada Conceição o mais notável efeito de sua obra redentora (...) O apelativo cheia de graça e o Proto-Evangelho, ao atrair nossa atenção até a santidade especial de Maria e até o fato de que foi completamente liberada do influxo de Satanás, nos fazem intuir no privilégio único concedido a Maria pelo Senhor o início de uma nova ordem, que é fruto da amizade com Deus e que implica, em consequência, uma inimizade profunda entre a serpente e os homens".


Fonte: http://www.aleteia.org/pt/religiao/conteudo-agregado/nossa-senhora-de-guadalupe-uma-grande-aliada-dos-exorcistas-578487680447283

sábado, 13 de dezembro de 2014

Sacerdote americano enfrenta o seu juízo pessoal, é sentenciado ao Inferno, mas é salvo pela intercessão da Virgem Maria


Tradução: Blog Católicos Tradicionais

O Padre Steven Scheier foi ordenado sacerdote no ano de 1973. Era um sacerdote diocesano e foi enviado à paróquia do Sagrado Coração na cidade de Fredonia, ao sudoeste do Kansas.

Não amava sua vida de sacerdote.
Durante doze anos se preocupou mais com o que os demais pensavam dele, que do seu ministério sacerdotal. Se preocupou com o seu prestígio como sacerdote, especialmente diante dos seus companheiros de ministério. Não assistia à direção espiritual com outros sacerdotes, ou se o fazia, focava em coisas superficiais, como que para se sair de seu compromisso. Não fazia as orações do breviário nem as que devem fazer todos os sacerdotes. Para ele, a Missa não tinha um significado especial. Caiu em sucessivas negligências em seu labor pastoral e se dedicou a muitas atividades no âmbito social, em detrimento dos fieis de sua paróquia. Fugiu do sofrimento próprio de sua missão e se portou de maneira covarde diante deste sofrimento.
Faltou aos mandamentos. Se confessava com regularidade, mas não apropriadamente. Não tinha propósito de emenda, nem verdadeira dor pelos seus pecados. Tomava a confissão como um "seguro contra o inferno". Suas confissões não o conduziram a uma verdadeira mudança de vida. Se confessava quando queria, porque pensava  que teria tempo suficiente. Ele sabia que não estava fazendo o que devia, que não era o sacerdote que devia ser, mas não mudou a sua forma de proceder. Os fieis, sem embargo, consideravam que ele era um bom sacerdote.

O dia do seu acidente
No dia 18 de outubro de 1985 foi a Wichita, mais ou menos a 130 ou 140 kms de distância. Fez uma viagem pela estrada 86 (rota 86), a única estrada acessível entre Fredonia e Wichita. Era uma estrada montanhosa e perigosa, sem sarjetas e de alto tráfego. Foi ver a um sacerdote sobre algo que havia sucedido na paróquia de Wichita. Saiu pela manhã e regressou pela tarde. Na viagem de regresso, enquanto ultrapassava a um caminhão, se viu envolvido em um acidente de frente com uma caminhoneta que levava consigo três pessoas que residiam em Houston, Texas. Foi lançado fora do veículo, sofreu lacerações na cabeça e o couro cabeludo se desprendeu no lado direito. O lado direito do cérebro foi cortado parcialmente e muitas células foram esmagadas. Ficou praticamente inconsciente. Uma enfermeira que estava a um veículo atrás do dele, o ajudou imediatamente. Viu que tinha o pescoço ferido. Foi atendido em estado de emergência e levado de ambulância a um pequeno hospital próximo. Um médico lhe suturou o couro cabeludo que estava rasgado. Todos pensavam que não iria sobreviver. Aparafusaram na frente e por trás da cabeça, lhe colocaram um rígido revestimento para evitar movimentos e o levaram em um helicóptero a outro hospital em Wichita.

Não se atreveram a operá-lo devido à gravidade da lesão.
Sofreu fratura de tipo C2, ou seja, a segunda vértebra cervical (é o mesmo tipo de lesão que ocorre nas pessoas que morrem enforcadas). Quando esta vértebra se rompe, a pessoa se asfixia. Se lhe houvessem movido a cabeça no lugar do acidente, ele teria morrido. Foi colocado em tração e os doutores lhe davam 15% de chance de probabilidade de vida. Permaneceu em cuidados intensivos até o mês de novembro. Esteve baixo tratamento de morfina e tração. Quando souberam do acidente, os membros de sua paróquia e de outras regiões vizinhas se puseram em oração por ele. E se recuperou de maneira surpreendente e rápida.

No dia 2 de dezembro lhe deram alta do hospital. Não esperavam que ele sobreviveria. Lhe disseram que, apesar de sobreviver, pensavam que iria ficar paralisado do pescoço para baixo, usando um respirador, olhando para o teto pelo resto de sua vida e sem voltar a falar.

Uma revelação que lhe abriu o entendimento

No mês de abril lhe retiraram os aparatos que o mantinha imobilizado. Ao regressar a sua paróquia, uma vez em que celebrava a Missa durante a semana, justamente neste dia foi o Evangelho de São Lucas, capítulo 13, versículos 6 e seguintes, sobre o dono da Vinha, que ordenara ao vinhador cortar uma figueira que não dava fruta há três anos. O vinhador intercede ante o Dono da vinha e lhe propõe pagar e cuidar dela por mais um ano para ver se daria fruto, ou se não, poderia cortá-la. De repente, enquanto se encontrava lendo esta passagem, a página tornou-se luminosa, aumentou e se aproximou a ele. Sentiu um grande choque e terminou a Missa como pôde. Depois teve que sentar-se e tomar algo para acalmar-se.

Chegou o momento do seu juízo
Neste momento recordou uma conversa que teve ocorreu um pouco depois do acidente. Ele não viu a ninguém, mas escutou as vozes. Nesta conversa, o padre Steven se encontrou na presença de Deus. Ao sentir o amor puro de Deus na pessoa de Jesus, o Padre Steven se sentiu realmente um pecador, mas o Senhor lhe disse: "Eu te amo, aproxima-te". O Padre Steven se viu enfrentando o seu juízo particular, no que foram postos em evidência muitos pecados mortais que não conseguiu confessar, porque havia deixado tudo isto para mais tarde. Sentiu o Amor Justo de Deus quando o Senhor Jesus lhe disse: "Tua sentença é o Inferno por toda a eternidade".

O Padre Steven contestou: "Sim, Senhor, eu sei". Porque sabia toda a verdade de sua vida e isto não foi surpresa para ele. Comprovou que Deus nos conhece perfeitamente por dentro e por fora, e que não se deixa levar por aparências ou simples opiniões. Também soube que diante de Deus não valem desculpas, nem pretextos nem justificações.

Então, o Padre Steven escutou uma voz feminina:

"Filho, por favor, podes perdoar sua vida e sua alma imortal?", o Senhor contestou: "Ele foi sacerdote por doze anos para si mesmo e não para Mim. Deixemos que ele colha o castigo que merece".

A voz feminina replicou:

"Mas Filho, se lhe damos graças especiais, então vejamos se dá frutos; se não, seja feita a Tua Vontade". O Padre Steven sentiu o Amor Misericordioso de Deus quando o Senhor contestou: "Mãe, [ele] é teu."


O Padre Steven não sentia devoção especial pela Virgem, e à partir deste momento começou a tê-la sempre presente em sua mente e em seu coração. Se deu conta que lhe tomará toda a vida ser o sacerdote que deve ser. Com o tempo, o Padre Steven ingressou em uma comunidade contemplativa, não de clausura, que ora e intercede pelos sacerdotes. Deus lhe deu uma oportunidade a sua alma e a sua vida física, corporal, e não há um dia em que não pense no que lhe aconteceu. Agora é muito mais consciente que antes dos seus pecados.

Alguns ensinamentos que podemos aprender da experiência do Padre Stevens:

  1. Há duas maneiras de crer: Com a cabeça (ou seja, intelectualmente) ou com o coração. Durante muitos anos o Padre Steven creu com a cabeça, ou seja, intelectualmente, em Deus, no Céu e nos santos. Para ele, não eram seres vivos, senão representações ou personagens imaginários.
  2. O Inferno existe, e os sacerdotes não esão isentos dele, portanto, se faltam aos mandamentos, estão expostos a ele. Os sacerdotes têm que dar conta de mais coisas que os fieis, posto que têm maiores responsabilidades em sua missão. "A quem muito foi dado, muito será cobrado".
  3. Deus nos ajuda a conhecer-nos a nós mesmos para que nos emendamos de nossos erros e corrijamos nosso caminho. Temos que estar receptivos e cooperar com a Graça de Deus.
  4. Deus nunca disse "NÃO" à Virgem Maria. Nós não conhecemos nem apreciamos a importância, a graça e o poder que Deus há dado à Santíssima Virgem.
  5. Quando um foge dos sofrimentos e das cruzes próprias de sua vida e de sua missão, depois aparecerão cruzes ainda maiores, onde queria que uma pessoa vá. Mas quando as abraçamos, Deus adoça os sofrimentos e as cruzes pessoais.
  6. O amor de Deus é maior que a sua Justiça, o que não quer dizer que Ele não será justo em seu juízo. Não há que ter medo de dizer as coisas como elas são. Pode acontecer que não sejas mais populas que os demais, mas, "é necessário por Deus primeiro antes dos homens".
  7. Podem morrer milhões de pessoas em um mesmo instante, mas o juízo é pessoal e uma pessoa o enfrenta só. Recorda que tua salvação depende de tuas ações: a forma de como hás vivido e amado.
  8. Nossa verdadeira casa está no Céu. Aqui, no mundo, somos peregrinos a caminho de nossa pátria celestial.
Notas:
O Padre Steven sofreu anteriormente outros dois acidentes de trânsito, o segundo foi um pouco mais sério que o primeiro. Sentia que ia ocorrer outro muito mais grave, e finalmente ocorreu. Ele sabia que eram advertências para a sua mudança de vida, mas não quis fazer caso. Finalmente, Deus lhe deu uma nova oportunidade para que fosse testemunha de Seu Amor e de Sua Misericórdia.
---

Fonte:
(EWTN / Madre Angélica en vivo)
http://www.pildorasdefe.net/post/testimonios/IHS.php?id2=Sacerdote-enfrenta-su-juicio-personal-y-es-condenado-al-infierno-Regreso-por-intercesion-de-Maria

Sugestões de posts, dúvidas e críticas, envie para: catolicostradicionais@gmail.com