Vídeo-documentário: O que perdemos?

Um excelente documentário que expõe com diversos vídeos e imagens reais a realidade da destruição dos ritos e cerimônias católicas, bem como eram e passaram a ser atualmente.

O terceiro segredo de Fátima foi revelado?

"Estou obcecado pelas confidências da Virgem à Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja, é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, em sua liturgia, sua teologia e sua alma"

O Concílio Vaticano II em perguntas e respostas

Expostas de modo bastante maduro e direto, este artigo busca responder às principais perguntas que existem acerca do Concílio Vaticano II

O Sacerdote no altar deve unir-se a Maria Santíssima no Calvário

Uma meditação acerca da atuação do sacerdote no altar, especialmente durante a consagração e o sacrifício de Cristo na Cruz em união com Maria Dolorosa como a Corredentora do gênero humano.

Meditações sobre a gravidade do Pecado e do Inferno

O Inferno é uma realidade, um dogma da Igreja. Não podemos nos escusar de nossas dívidas para com Deus apenas evitando acreditar na existência do Inferno. "Não é católico quem não acredita no Inferno"

Conheça e divulgue a devoção da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora!

A Virgem Santíssima prometeu várias graças a quem utilizar com devoção Sua Medalha Milagrosa. Divulgue-a!.

Publicações dos Leitores do Blog

Esta página foi criada com o fim de expor/divulgar as publicações que recebemos dos nossos leitores, enviadas via página do Facebook do Blog ou por e-mail após analisadas. As publicações postadas aqui devem conter as seguintes restrições.

sábado, 20 de junho de 2015

A CONDENADA devoção à Divina Misericórdia da Irmã Faustina

Acta Apostolicae Sedis
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Tradução:
 Sagrada Congregação do Santo Ofício
Ata da Santíssima Congregação
Notificação
Faz-se notar que a Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício, tendo examinado as supostas visões e revelações da Irmã Faustina Kowalska, do Instituto Nossa Senhora da Piedade, falecida em 1938, na Cracóvia, resolveu da seguinte forma:
1 – dever-se proibir a difusão das imagens e dos escritos que apresentam a devoção da Divina Misericórdia “nas formas propostas pela mesma Irmã Faustina”;
2 – ser delegada à prudência dos Bispos o dever de remover as imagens acima referidas, que eventualmente tivessem já sido expostas ao culto.
Do Palácio do Santo Ofício, 6 de março de 1959.
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Após muito ler e pesquisar, rezar e pedir à Deus, pela intercessão de Maria e dos santos, chego a conclusão do que aqui lhes apresento, certamente verás certos termos e frases já presentes em alguns sites, minha intenção é, portanto, agrupar estas já publicadas declarações, analisar, dar opinião e conduzir meu leitor ao mesmo fato que eu constatei, esta devoção nunca foi recomendada, pelo contrario, proibida.
Adendo: analisado as orações de devoção à Divina Misericórdia e eu não tenho encontrado qualquer erro. Mas há algo de errado no que rodeia esta nova devoção.
Estou ciente de que há pessoas, possivelmente, alguns dos que lêem neste momento, que podem sim ter recebido graças fazendo a devoção da Divina Misericórdia. Isso não significa necessariamente que esta devoção vem do Céu.
Deus sempre ouve nossas orações. Sempre que você receberá alguma graça por suas orações.
“Aqueles que orar com fé, e se esforça para ser agradável a Deus, receber as bênçãos que a Divina Majestade considerados para a santificação”.
quando esta devoção foi analisada por Pio XII, que não estava preocupado com as orações de devoção, mas com as circunstâncias das autoproclamadas aparições à Irmã Faustina e o conteúdo de tais aparições. Estava preocupado ele, com o que Nosso Senhor supostamente teria dito à Irma Faustino e o quanto disto foi à publico.
Então, Pio XII, colocou essa devoção, incluindo aparições e escritos da Irmã Faustina em Librorum Prohibitorum Index (Índice de Livros Proibidos). Esta lista não existe mais, uma vez que foi oficialmente abolida por Paulo VI em 14 de junho de 1966. Por um lado, é lamentável que não exista. Mas, por outro lado, se a lista ainda existisse hoje. seria extensa dado a quantidade do que se escreve hoje, contrário a fé Católica.
Assim, Pio XII colocou os escritos da Irmã Faustina no Índice de Livros Proibidos.
Significa que ele considerou que seu conteúdo poderia levar a católicos na direção errada.
A hoje Congregação para Doutrina da Fé, abaixo do controle direto do Papa, é responsável por manter a pureza da fé e da Doutrina, consequentemente, vigiar a disseminação dos documentos da Igreja. Se o Papa quer corrigir os fieis sobre um ponto particular, usualmente faz – ou fazia pelo menos – por intermédio do antigo Santo Oficio. Deste modo, podemos ver que as proclamações, declarações e documentos proveniente do Santo Oficio – ou Congregação para Doutrina da Fé – é senão, provenientes do próprio Papa; é certo que dado a crise atual, poderia duvidar se a mesma congregação mantém a obediência devida.
Não foi uma vez, senão duas vezes durante o pontificado de João XXIII (o mesmo que ‘perseguiu’ padre Pio), que esta devoção particular foi condenada pelo Santo Oficio. A primeira condenação veio de uma reunião geral realizada em 19 de Novembro de 1958. A declaração do Santo Oficio apresenta três conclusões sobre esta devoção:
  1. Não há evidencia de origem sobrenatural destas revelações.
Isto significa que os membros do Santo Oficio analisaram o conteúdo dos escritos e decidiram que não havia nada que indicaria que existia aparições sobrenaturais. Em uma aparição autentica (por exemplo, Nossa Senhora de Lourdes ou de Fátima) pode-se analisar o conteúdo e dizer que você não pode dizer nada definitivo de que sejam de origem divina, mas ter evidencias suficientes para dizer que é possível que sejam.
Pelo contrário, nas aparições da Divina Misericórdia, eles disseram que definitivamente não há evidencia confiável de que estas visões sejam sobrenaturais. Em poucas palavras, “Pensamos que estas aparições não venham de Deus
  1. Não se deve instituir a festa da Divina Misericórdia
Porque?, porque se estas aparições nao vem de Deus, poderia ser presunçoso e temerário instituir na Igreja uma festa baseada em uma falsa aparição.
  1. Esta proibido difundir imagens e escritos dedicados a propagar esta devoção segundo a forma escrita pela Irmã Faustina.
Então, esta proibido apresentar publicamente a imagem de Nosso Senhor, com a devoção da Divina Misericórdia propõe.
Creio que todos já tenham visto esta imagem da Divina Misericórdia da Irma Faustina, todos conseguem distingui-la, ela apresenta uma estranha imagem de Jesus, que nas almas devotas causaria inquietação; ela causa tranquilidade, até mesmo orgulho diante da salvação que Cristo nos ganho; sua postura, seu gesto demonstram uma forma “light” da misericórdia de Deus, sem o peso e a gravidade dos pecados, sem as dores sofridas, sem a dureza dos ultrajes, sem a cicatriz da lança, o sangue derramado, conforme a Igreja desde sempre apresentou o coração misericordioso. Sem duvida a imagem da irmã faustina, assusta todo fiel que diante do mistério da paixão encontra o Cristo ferido, ao ver esta imagem, nos deparamos com um Cristo sadio, sem o peso da cruz, da coroação, das blasfêmias etc.
A imagem possui raios que partem do peito e não do coração, basta vê-la – me recuso pô-la cá -. Todos têm visto isto.
O que havia nesta devoção que impediu o Santo Ofício de reconhecer sua origem divina? Os decretos não o dizem, mas parece que a razão está no fato de que há muita ênfase na misericórdia de Deus como que para excluir a Sua justiça. Nossos pecados e a gravidade da ofensa que eles infligem em Deus são deixados de lado como sendo de pouca importância. É por isso que o aspecto da reparação do pecado é omitido ou obscurecido.
Bem, voltemos; em 06 de Março de 1959, o Santo Oficio apresentou um segundo decreto por ordem de João XXIII. Novamente é proibida a difusão das imagens da Divina Misericórdia e os escritos da Irmã Faustina que propagam esta devoção. Também previa aos bispos decidir os meios necessários para remover as imagens que já se haviam estabelecidas para veneração publica.
Não vejo necessidade em me prolongar sobre as declarações dadas pelo Santo Oficio, dois papas fortemente advertiram os fieis sobre o perigo desta devoção, não será eu portanto, que farei isto. Pio XII colocou-a no Indice; João XXIII emitiu duas sentenças pelo Santo Oficio sobre o perigo espiritual que esta devoção leva aos fieis, que ela não é sobrenatural e que os bispos deveriam criar meios de retirar as imagens expostas para veneração publica.
Raiz do erro: A misericórdia incondicional
Sobre este tema, recomendaria um artigo de um blog amigo do Apostolado Ecclesiam Meam, mas também quero propor uma comparação, consideremos a verdadeira imagem de Cristo, Nosso Salvador. Provavelmente a imagem mais segura e simbolicamente mais rica, seria a imagem do Sagrado Coração, pois a Imagem do Sagrado Coração representa toda a Teologia da Redenção, conforme se vê:
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Eles transpassaram suas mãos, seus pés e seu Sagrado Coração; Coroaram de espinhos seu coração, inflamado de amor pelos homens. O Sagrado Coração de Jesus exige uma devoção de reparação, conforme os papas sempre solicitaram. No entanto, este não é o caso da devoção da Divina Misericórdia. A imagem não tem coração. É um Sagrado Coração sem coração, sem reparação, sem o preço de nossos pecados sendo claramente evidente.
É isso que faz com que a devoção seja muito incompleta e me faz suspeitar de sua origem sobrenatural, independentemente das boas intenções e da santidade pessoal da Irmã Faustina. Esta ausência da necessidade de reparação dos pecados manifesta-se na estranha promessa de libertação de todas as penas temporais devidas aos pecados para aqueles que observam as devoções de domingo às 15h00min.
Como tal devoção poderia ser mais poderosa e melhor do que a indulgência plenária, aplicando o extraordinário tesouro dos méritos dos santos? Como não poderia exigir como condição que realizemos uma obra penitencial por nossa própria conta? Como não poderia exigir o distanciamento do pecado, mesmo venial, que é necessário para obter a indulgência plenária?
Agora, considerem a imagem de Nosso Senhor representado pela Divina Misericórdia da Irmã Faustina. Esta é uma imitação do Sagrado Coração (sem o Coração). Se você olhar de perto, você vai notar que a imagem não tem coração. Apenas um simples raios vindo de algum lugar no meio do peito. Isto simboliza o erro de devoção da Divina Misericórdia. Pregou que podemos esperar misericórdia incondicional sem nenhuma contraposição, sem qualquer pagamento, sem qualquer obrigação. Essa não é a mensagem de Cristo.
Cristo é misericordioso, sempre sua misericórdia perdoa nossos repetidos pecados, através do Sacramento da Penitência, sempre nos devolve o estado de graça sem ter em conta o quão grave são nossos pecados. O que acontece no sacramento da penitencia?, o nome por si nos apresenta o que acontece: penitencia é necessária para a eficácia do sacramento, reconhecermos nossa plena submissão à Igreja e a dependência que temos do sacramento para obter o perdão, mas antes, devemos sair do confessionário com uma penitencia imposta.
Você não só deve aplicar plenamente a penitência (que impôs o confessor); você deve fazer penitência continuamente a sua própria penitência. Não só uma parte do Rosário e dizer: “Bem, eu fiz a minha penitência. Agora, eu vou seguir alegremente o meu caminho”. Você deve sempre manter o espírito de penitência por seus pecados do passados; e você tem que viver com esse espírito.
O erro central da Divina Misericórdia é que promete muitas recompensas espirituais sem a necessidade de arrependimento de qualquer espécie, sem reparação, ou qualquer outra condição.
Uma das promessas da devoção a Divina Misericórdia segundo a Irmã Faustina diz: “Por meio desta imagem encherá as almas de muitas graças”, “por isso cada um tenha acesso a ela”. Mas como podemos merecer tudo isto, sem a devida conversão?
Talvez não seja por acaso que o Papa João Paulo II promoveu esta devoção, pois está em grande sintonia com a sua encíclica Dives in Misericordia. Na verdade, a teologia do Mistério Pascal que ele ensinou deixa de lado toda a consideração da gravidade do pecado e da necessidade de penitência, para satisfação à justiça divina e, portanto, da Missa como sendo um sacrifício expiatório, e também a necessidade de ganhar indulgências e fazer obras de penitência. Uma vez que Deus é infinitamente misericordioso e não conta os nossos pecados, tudo isso é considerado sem importância.
Antes do Papa João Paulo II, todos escritos, toda devoção, toda ideia, toda proposta, tudo que até então tinha sido proposto pela Irmã Faustina, segundo a Divina Misericórdia, antes, haviam sido proibidos e condenados pelos Papas; cito novamente a gravidade de algum texto estar no índice, era a censura mais alta da Igreja para toda literatura, estar no índice, implica senão um pecado para aqueles que lêem os livros proibidos.
Um erro desconcertante: Presunção nos escritos de Irmã Faustina
Diário de Santa Maria Faustina Kowalska que foi publicado, também indica muitas razões para questionar seriamente a origem sobrenatural das mais de 640 páginas de volumosas e repetidas aparições e mensagens.
A característica de qualquer místico verdadeiro que recebeu graças sobrenaturais é sempre uma humildade profunda, sentimento de indignidade, conscientização e profissão da gravidade de seus pecados. No entanto, esta humildade está estranhamente faltando no diário de Irmã Faustina.
Em 2 de outubro de 1936, por exemplo, afirma que o “Senhor Jesus” falou estas palavras a ela: “Agora eu sei que não é pelas graças ou dons que você me ama, mas porque a Minha vontade é mais preciosa para você do que vida. É por isso que eu estou unindo-me a você tão intimamente como com nenhuma outra criatura.” (§707, p. 288). Isso dá toda a aparência de ser uma pretensão de ser mais unida a Jesus do que ninguém, até mesmo a Virgem Maria, e certamente mais do que todos os outros santos. Que orgulho acreditar em tal afirmação, e quanto mais afirmar que isso veio do Céu!
Em abril de 1938, Irmã Faustina leu a canonização de Santo André Bobola e foi preenchida com lágrimas e anseios de que a sua congregação pudesse ter seu próprio santo. Em seguida, ela afirma o seguinte: “E o Senhor Jesus me disse: Não chores. Você é essa santa”. (§1650, p. 583). Estas são palavras que com toda certeza nenhum verdadeiro santo iria afirmar, mas sim sua pecaminosidade e indignidade de sua congregação.
Esta presunção em seus escritos não é isolada. Ela elogia a si mesma em várias ocasiões através das palavras supostamente proferidas por Jesus. Veja esta locução interior, por exemplo:”Amada Pérola de Meu Coração, eu vejo seu amor tão puro, mais puro do que o dos anjos, e tanto mais porque você continua lutando. Por sua causa eu abençoo o mundo.” (§1061, p. 400).
Irmã Faustina anunciou uma era de paz e bênção. Mas o que houve foi uma grande guerra. A Polónia foi o primeiro país a sucumbir às armas nazistas.
Minha objeção é que essa revelação foi em 1937; e o mundo estava no início da II Guerra Mundial, que a Irmã Lúcia tinha sido advertida por Nossa Senhora de Fátima: “Se a Rússia não for consagrada, o homem não se converter, então um grande desastre virá sobre a humanidade por seu mau proceder e por seus pecados”
As visões da irmã Faustina se opõe as visões de Fátima, e também a visão de Santa Maria Margarida e da Beata Maria do Divino Coração.
Onde ficou a benção prometida por Jesus à ela ?, acaso sabemos que a Polônia não ficou isenta da ocupação alemã, senão foi a primeira a ser invadida.
Em 23 de maio de 1937, ela descreve uma visão da Santíssima Trindade, depois da qual ela ouviu uma voz dizendo: “Diga ao Superior Geral para contar com você como a filha mais fiel na Ordem” (§1130, p. 417).
É, portanto, dificilmente surpreendente que a Irmã Faustina tenha alegado ser isenta dos Julgamentos tanto o Particular quanto o Geral. Em 4 de fevereiro de 1935, ela já dizia ouvir uma voz em sua alma: “De hoje em diante, não tema o julgamento de Deus, pois você não será julgada” (§374, p. 168). Adicione a isso a afirmação absurda de que a hóstia por três vezes saltou para fora do sacrário e colocou-se em suas mãos (§ 44, p. 23), de modo que ela mesma teve que abrir o sacrário e colocá-la de volta lá, mostra a história de uma presunção da graça de Deus, que vai além de toda razão, quanto mais como a ação de uma pessoa supostamente favorecida com inúmeras e repetidas graças místicas e sobrenaturais.
Agora, ninguém, exceto a Santíssima Virgem, eu entendo, é livre do juízo particular e o juízo universal. São Tomás de Aquino, de acordo com uma história piedosa, teve que se ajoelhar no purgatório antes de ir para o céu. Eu não sei sobre isso, mas é uma lição para nós que ninguém está isento de qualquer forma de julgamento.
Este não é o espírito católico, conclusões
Devemos fazer a reparação pelos nossos pecados e pelos pecados de todo o mundo, como o Sagrado Coração de Jesus pediu repetidamente em Paray-Le-Monial. É a renovação da nossa consagração ao Sagrado Coração e frequentes sagradas horas de reparação que vão trazer a conversão dos pecadores. É desta forma que podemos cooperar para trazer o Seu Reino de Amor Misericordioso, porque esse é o reconhecimento perfeito da santidade infinita da Divina Majestade e completa submissão a suas legítimas demandas. Misericórdia só significa algo quando entendemos o preço da nossa Redenção.

Fonte: https://leonardomazzui.wordpress.com/

terça-feira, 28 de abril de 2015

Terremoto no Nepal: Habitantes de remota aldeia foram salvos da morte por estar na Missa


ROMA, 28 Abr. 15 / 12:47 pm (ACI/EWTN Noticias).- Dos 30 milhões de habitantes do Nepal, menos de 8 mil são católicos. Os habitantes de Okhaldhunga, uma aldeia em um lugar afastado no leste do Nepal, foram salvos da morte no terremoto do sábado passado por participarem de umaMissa de ordenação sacerdotal.

Segundo declarações à Cáritas, o jovem Santosh Kumar Magar, professor de 29 anos, participava da Missa no dia 25 de abril, quando o terremoto de 7.9 graus de magnitude destruiu o país.

Mais de 5 mil pessoas faleceram e mais de 10 mil pessoas ficaram feridas devido ao sismo que atingiu o Nepal e algumas áreas da Índia e da China.

O abalo sísmico aconteceu por volta do meio-dia e seu epicentro estava há 80 quilômetros de Katmandu, a capital do Nepal.

Santosh Kumar Magar comentou: “quando senti o terremoto saí da sala onde estava e vi duas ou três casas ao meu redor que estavam sendo destruídas. Alguns animais morreram quase ao mesmo tempo”.

“As pessoas se salvaram porque todos os habitantes desta região estavam reunidos para o programa da ordenação sacerdotal”, expressou.

O jovem assinalou ainda que aquela “foi uma experiência horrível, nunca passei por algo assim na minha vida. Foi a primeira vez que tive uma experiência tão terrível, não sei como explicá-la, eu estava enraivecido”.

Após o terremoto, Santosh voltou a Katmandu, capital do Nepal. “A maioria das casas dos povoados… algumas das casas haviam desabado, mas a maioria das casas estavam rachadas”, comentou.

“Todos os habitantes estavam saindo das casas e se reuniam no meio da estrada, gritando socorro”, recordou Santosh.

Existe cerca de 8 mil católicos no Nepal, são uma minoria dos cristãos que habitam no país. Entre uma população de quase 30 milhões de habitantes, os cristãos representam pouco mais de 1 por cento. Entretanto, a Cáritas Nepal é uma das organizações católicas que lidera os esforços por auxiliar as pessoas afetadas pelo terremoto.

Em um comunicado feito na manhã de hoje, 28, informou-se que o Papa Francisco enviará uma contribuição de 100 mil dólares à população do Nepal através do Pontifício Conselho Cor Unum no Vaticano.

“Essa doação, que será enviada à Igreja local, tem a finalidade de sustentar as obras de assistência que se desenvolvem a favor dos afetados pelo terremoto, esta doação é uma primeira e imediata expressão concreta dos sentimentos espirituais de proximidade e alento paterno do Papa às pessoas e aos territórios atingidos”, afirma a nota do Cor Unum.

Fonte: acidigital.com/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Brasileiro foi fuzilado na Indonésia sem direito à extrema-unção, diz padre

  • Brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira (à dir.), dias antes da execução
    Brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira (à dir.), dias antes da execução
O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, executado em janeiro na Indonésia por tráfico de drogas, não teve direito à extrema-unção, segundo o padre que encontraria o condenado antes de seu fuzilamento. Archer, que tinha 53 anos, deixou a cela em prantos e assim permaneceu até a morte, de acordo com o padre indonésio Charles Burrows, que daria o último conforto ao brasileiro antes da execução.
Em entrevista à rede australiana "Fairfex Media", reproduzida pelo jornal "The Sydney Morning Herald", Burrows revelou que um desentendimento o impediu de encontrar com o preso, que era católico. Dessa forma, os rituais que, segundo a Igreja, perdoariam os pecados antes da morte do condenado não puderam ser realizados.
"Disse a eles [autoridades] que eu queria estar lá. Os guardas foram educados, mas o procurador não me dava a carta de acesso à ilha. A embaixada brasileira ficou muito aborrecida. Eles me disseram que ninguém se preocupou com ele [Archer]. Geralmente, em algum momento o pastor ou o padre vão consolá-los [os condenados à morte]. Ninguém consolou Marco."
O padre ainda detalhou os momentos finais de brasileiro, de desespero. "Ele teve que ser carregado da cela chorando e gritando 'me ajude'. Ele defecou nas calças", disse Burrows, que contou que os guardas limparam o brasileiro com uma mangueira. Mesmo assim, Archer continuou a chorar "durante todo o tempo até os últimos minutos", segundo o clérigo.
Marco Archer foi condenado à morte após ter sido julgado e condenado por ter ingressado na Indonésia com 13 kg de cocaína, há 11 anos.
A entrevista do padre acontece pouco tempo depois de o Brasil recusar a carta credencial do novo embaixador da Indonésia no país, Toto Ryianto, na última sexta-feira (20). Ele compareceu à cerimônia, que contou com a presença de outros novos embaixadores, mas foi o único que teve a carta recusada, o que o impede de representar oficialmente a Indonésia no Brasil.
"Achamos que é importante que haja uma evolução da situação para esclarecer em que condições estão nossas relações com a Indonésia", disse a presidente Dilma Rousseff a jornalistas após a cerimônia. Segundo ela, o que foi feito "foi adiar o recebimento das credenciais, nada além disso".
O governo brasileiro pediu clemência à Indonésia para Marco Archer, que foi negada, e também para Rodrigo Gularte, o outro cidadão do país condenado à morte por tráfico de drogas. Gularte, de 42 anos, também foi detido desde 2004, após entrar na Indonésia com 6 kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe, e foi condenado à morte no ano seguinte.
Ele foi diagnosticado com esquizofrenia, quadro que foi confirmado em laudo assinado por um psiquiatria da rede pública da Indonésia. Segundo o jornal "Jakarta Post", a Procuradoria-Geral do país vai pedir uma segunda opinião médica para decidir o destino do brasileiro. A legislação local prevê que o condenado deve estar plenamente ciente da execução.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2015/02/22/brasileiro-foi-fuzilado-na-indonesia-sem-direito-a-extrema-uncao-diz-padre.htm

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Maria é Medianeira entre Deus e os homens



É a graça de Deus um tesouro muito grande e muito desejável para todas as almas. O Espírito Santo lhe chama um tesouro infinito, pois por meio dela somos elevados à honra de amigos de Deus. “É ela um tesouro infinito para os homens: do qual os que usaram têm sido feitos participantes da amizade de Deus” (Sb , 14). O Divino Salvador diz, por isso, aos que se acham no estado de graça: Vós sois meus amigos (Jo 15, 14). Ó maldito pecado, que rompes essa bela amizade! “Vossas iniquidades separam-vos de Deus” (Is 59, 2). Igualmente aborrece o Senhor o ímpio e a sua impiedade (Sb 14, 9). O pecado, tornando a alma objeto de ódio para Deus, de amiga converte-a em inimiga de seu Senhor. Mas que deve fazer um pecador que tem a desventura de viver presentemente na inimizade de Deus? Precisa encontrar um medianeiro eu lhe obtenha o perdão e o faça recuperar a perdida amizade com Deus. Consola-te, ó infeliz, diz S. Bernardo, que perdeste a Deus. Como medianeiro deu-te o próprio Senhor seu Filho, Jesus Cristo, que pode atender a teus desejos.Que coisa haverá que um tal filho não consiga junto a seu Pai?

Mas, ó meu Deus, por que aos homens parece tão severo esse misericordioso Salvador, que, enfim, por salvá-los deu a sua vida? Assim pergunta o Santo. Por que julgam terrível quem é tão amável? Que temeis, pecadores sem confiança? Ofendestes a Deus, é verdade, mas sabeis que Jesus pregou à cruz vossos pecados, com suas próprias mãos que os cravos transpassaram. Assim purificou nossas almas e satisfez com sua morte a divina justiça. Entretanto, recusais recorrer a Jesus Cristo, intimidados por sua majestade; pois ele, ainda feito homem, não deixa de ser Deus. Quereis outra advogada junto a esse medianeiro? Recorrei então a Maria! Por vós ela rogará ao Filho e ele com certeza a ouvirá. E o Filho intercederá ao Pai, que nada pode negar ao Filho. Termina o Santo dizendo: Filhos meus, essa divina Mãe é para os pecadores uma escada pela qual podem de novo subir aos cimos da divina graça. Maria é minha maior confiança; ela é a razão da minha esperança.

Eis o que o Espírito Santo faz dizer nos Cânticos à bem-aventurada Virgem: Eu sou um muro e meu peito é uma torre, pois me tornei como uma que acha a paz (8, 10). Sou a defesa dos que a mim recorrem, diz Maria; e a minha misericórdia lhes é um benefício, como uma torre de refúgio. E por isso o meu Salvador me fez medianeira da paz entre os pecadores e Deus. Realmente é Maria a pacificadora que obtém de Deus a paz para os pecadores, a misericórdia para os desesperados – assim comenta o Cardeal Hugo. Seu divino Esposo a chama por isso “bela como as tendas de Salomão” (Ct 1, 4). Só de guerra se tratava nas tendas de Davi; só de paz se tratava, ao contrário, nas tendas de Salomão. Com essa comparação quer o Espírito Santo mostrar que essa Mãe de misericórdia cogita, não de guerras e de vinganças contra os pecadores, mas tão somente de paz e de perdão às suas culpas.

Tal é o motivo que faz da pomba de Noé uma figura de Maria. De volta à arca trouxe no bico um ramo de oliveira, como sinal da paz concedida aos homens por Deus. Sois aquela fidelíssima pomba de Noé, exclama Conrado de Saxônia, que, interpondo vosso valimento para com Deus, dele alcançastes a paz e a salvação para o mundo perdido. Maria, pois, foi a celestial pomba que trouxe ao mundo perdido o ramo de oliveira, sinal de misericórdia; porque ela nos deu Jesus Cristo, que é fonte da mesma misericórdia. A ela devemos, em virtude dos merecimentos de Cristo Senhor, todas as graças que Deus nos concede. E assim como por Maria foi dada ao mundo a verdadeira paz do céu, como diz S. Epifânio, assim, por meio de sua mediação, os pecadores continuam a reconciliar-se com Deus. Por isto S. Alberto Magno faz a Virgem dizer: Eu sou a pomba da arca de Noé, que trouxe à Igreja a paz universal.

Clara figura de Maria era também o arco-íris, do qual S. João (Ap 4 ,3) viu cercado o trono de Deus. O Cardeal Vitale assim fala sobre esse arco-íris: É Maria que assiste sempre perante o tribunal para mitigar as sentenças e os castigos merecidos pelos pecadores. Conforme a explicação de S. Bernardino de Sena, era a Virgem também o arco-íris que Deus colocou nas nuvens e dele disse a Noé: Eu porei meu arco nas nuvens e ele será sinal da aliança entre mim e a terra (Gn 9, 13). Maria, diz o Santo é este íris da eterna paz. Pois assim como Deus à vista dele se lembra da paz prometida à terra, assim também pelos rogos de Maria perdoa aos pecadores as ofensas que lhe fazem, e com eles faz as pazes.

Pela mesma razão ainda é Maria comparada à lua. “És bela como a lua” (Ct 6, 9). Aqui observa S. Boaventura: Tal como a lua paira entre a terra e o céu, coloca-se Maria continuamente entre Deus e os pecadores para lhe aplacar a ira contra eles e iluminá-los para que se voltem a Deus.

(Glórias de Maria – Santo Afonso Maria de Ligório)

Fonte:

sábado, 31 de janeiro de 2015

Lutar sempre - Desânimo na vida espiritual

Lutar sempre

Labora sicut bonus miles Christi (II Tim 2,3)
Trabalha como um bom soldado de Cristo

Os combates pelo amor são longos e por vezes difíceis, e toda alma, por pouco generosa que seja, verifica em si mesma, em dados momentos, um movimento de depressão que se chamadesânimo.

Essa depressão nasce insensivelmente da acumulação de contratempos e reveses sucessivos. A alma sente-se abatida, depois, de repente, um acidente qualquer, uma pequena indisposição, uma fadiga corporal, uma palavra de repreensão, uma falta de atenção sobrevêm a nosso respeito e a alma desanima.

Então tudo se torna pesado. A conversação espiritual é insípida, os livros que de ordinário a estimulavam perdem o sabor, os exercícios espirituais tornam-se um ônus intolerável. Nada a encoraja, tudo a aborrece e a desgosta.

 
A vida espiritual parece uma ilusão; atingir-lhe o cimo, uma impossibilidadeE ela senta-se tristemente a meia encosta sem forças para as alturas. Eis, por certo, um sério obstáculo, que impede por vezes o caminho às almas mais resolutas. Importa procurar as causas do desânimo e os meios de frustrar-lhes a influência paralisante.

Antes de tudo, o que deve consolar-te, alma piedosa, é não seres tu a única, sujeita a essas depressões passageiras. As melhores almas sofrem por vezes desse mal... Jesus, em sua infinita sabedoria, permite de bom grado que as almas mais dispostas sintam algumas vezes sua impotência pessoal.
Aliás “não é extraordinário, como diz São Francisco de Sales, que a miséria se sinta por vezes miserável”. 

Não é de estranhar que a natureza se canse e não queira mais avançar. Não é de admirar que o nosso corpo, como o asno de Balaão, recuse às vezes, seus serviços e, insensível aos golpes, se deixe abater antes que nos conduzir.
A razão dessa canseira é quase sempre uma série de exercícios espirituais e trabalhos exteriores por demais longa. É preciso que tudo se faça com medida e não exigir do corpo e do espírito senão o que eles podem razoavelmente dar. É preciso, pois, repousar, confortar-se a tempo, e depois dizer com nova energia: 

Vamos! Ainda um pouco de tempo, o cimo já não está tão longe, Deus ajudará. Para frente!

Os sentidos do homem são inclinados, desde tenra idade, para o sensível e fascinados pelos objetos exteriores. A razão não conhece a existência de Deus, senão por um trabalho de educação. Tudo que ele sabe do mundo sobrenatural sabe-o por ouvir dizer!
E esse ser tão ínfimo, tão ignorante e tão inclinado para o mal, que somos nós, quer aspirar, por um esforço contínuo, a tornar-se amante apaixonado de uma beleza superior. Quer esgotar, para atingir esse ideal, todas as forças de sua alma e de seu corpo, e a cada inspiração, e a cada inspiração, a cada apelo apenas perceptível, de uma graça invisível, quer elevar-se ainda mais alto.
Esse homem fraco, feito de sangue e de pó, propõe-se renunciar a todas as aspirações animais, modificar-se, contradizer-se, corrigir seu raciocínio e seu coração, não uma vez por acaso, mas sempre, e isso sob a influência de um agente misterioso que ele não vê e no qual crê e cujo socorro implora.


Oh! Não, uma vida tão heróica só pode ser levada graças a uma luta incessante.
Como é belo ver esse homem, exposto a todas as seduções, a todos os ataques do mundo e do inferno, a todas as conivências íntimas, voltar-se para Deus, impertubavelmente, apesar de suas fraquezas!

Também a santidade não exclui a luta, ela a supõe e a exige. A perfeição na terra não é o repouso nem o prazer. Não é um estado fixo. É uma ascensão para Deus, uma continuidade de esforços, uma tendência incessante para aproximar-se do ideal sobrenatural: Ad ea quae priora sunt extendens meipsum (Filip 3,13). Toda santidade no mundo é relativa; pode e deve aumentar continuamente. 

Quanto mais a alma se une a Deus, e afunda-se na sua infinidade, tanto mais os espaços se estendem e os horizontes se ampliam. É o infinito a atravessar.

Afasta, pois, de teu espírito essa falsa idéia de que aqui na terra encontrarás repouso. Não estás no mundo para gozar de Deus, mas para amá-Lo no trabalho, no sofrimento e na luta.

E se há luta, haverá quedas algumas vezes... o soldado que combate valorosamente expõe-se a golpes e ferimentos, porém suas cicatrizes são para ele títulos de glóriaMuitos há que não distinguem, na vida espiritual, a parte que lhes pertence e a que pertence a Deus. 

... A deles consiste, antes de tudo, em amar a Deus, esforçar-se por pertencer-lhe, pedir-lhe mais amor, e, em seguida, em levantar-se sempre com simplicidade após suas faltas, e purificar-se no sangue de Jesus.
 
Quanto ao mais, tudo é obra do Mestre. Enquanto a alma luta e geme pelas suas faltas e lamenta-se por não saber amar a Deus, esse Deus invisivelmente, enriquece-a com graças, orna-a de virtudes, cava nela a humildade e a paciência e une-se-lhe por tantas cadeias quantas ela faz de atos de amor e contrição.

E esse trabalho a dois prossegue até ao último instante da vida. A alma não viu senão faltas, e, com efeito, ela recaiu muitas vezes, e Deus não quis contar senão os atos de amor.
...Alma de boa vontade, não te aflijas, pois, por tuas faltas. Pede sempre perdão a Jesus e recomeça, sem te cansar, tua vida de amor.

Bem vês, o indispensável é amar, amar sempre. O amor dar-te-á constância na luta, como te dará a compunção e o espírito de oração. 

- O amor te ensinará a purificar tua vontade pelo desapego, disciplinar tua liberdade pela obediência, desembaraçar tua inteligência dos pensamentos inúteis.
- O amor te excitará à reflexão, retificará teu raciocínio pela humildade, dirigirá tua imaginação e acalmará tuas paixões.
- O amor reprimirá teus sentidos na pureza, desprenderá tua alma de todos os bens terrestres.
- O amor te conduzirá à intimidade de Jesus, revelando-te o mistério de sua paixão, de sua vida eucarística, de sua vida mística, que continua em ti.
- O amor te ensinará, enfim, a desapegar-te de ti mesmo para seres um com Jesus, viver Dele, agir com Ele, sofrer com Ele, e continuar, por Ele, a obra da redenção.

Assim, tudo começa, aperfeiçoa-se e acaba no amor.
Ó minha alma!...renova a Jesus a resolução de ser constante no amor.
Se o cansaço, o desânimo ou a desconfiança buscam invadir-te, olharás para o céu.

Jesus lá está e cuida de ti. Ninguém te arrancará de suas divinas mãosEle é o Amigo fiel, que começou e terminará a obra de tua santificação. Terminá-la-á não obstante as dificuldades exteriores e interiores, contanto que tenhas confiança Nele e que o deixes agir em tua alma.

Ama-O muito. Repete constantemente que o amas. Pede-Lhe sempre mais graças, mais luzes, mais força. Volve a Ele sem jamais te cansar. Tua santidade estará garantida.
(Excertos do livro: O Divino Amigo – Pe. Schrijvers)

Fonte
Retirado do blog: http://osegredodorosario.blogspot.com.br/

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