O Sacerdote no altar deve unir-se a Maria Santíssima no Calvário

Uma meditação acerca da atuação do sacerdote no altar, especialmente durante a consagração e o sacrifício de Cristo na Cruz em união com Maria Dolorosa como a Corredentora do gênero humano.

"O Concílio Vaticano II - Uma história nunca escrita"

O professor Roberto de Mattei responde a algumas perguntas feita pela revista Catolicismo acerca do Concílio Vaticano II e o seu novo livro, que trata do mesmo tema.

O Padre de ontem é o mesmo de hoje?

"Com uma análise feita à partir da imagem que transmitia o sacerdote "de ontem" e o sacerdote "de hoje", algumas considerações são feitas sobre as virtudes que a dignidade sacerdotal carrega consigo.

Pedofilia: a Santa Sé realmente ignorou as denúncias da ONU?

Relatório da ONU vai além dos direitos das crianças e critica doutrina sobre homossexualidade, casamentos entre pessoas do mesmo sexo e contracepção

Sacerdote francês converte região de maioria muçulmana

Com uma conduta de verdadeiro "Alter Christus", este sacerdote converte uma região francesa onde a maior parte da população era muçulmana.

Meditações sobre a gravidade do Pecado e do Inferno

O Inferno é uma realidade, um dogma da Igreja. Não podemos nos escusar de nossas dívidas para com Deus apenas evitando acreditar na existência do Inferno. "Não é católico quem não acredita no Inferno"

Conheça e divulgue a devoção da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora!

A Virgem Santíssima prometeu várias graças a quem utilizar com devoção Sua Medalha Milagrosa. Divulgue-a!.

Publicações dos Leitores do Blog

Esta página foi criada com o fim de expor/divulgar as publicações que recebemos dos nossos leitores, enviadas via página do Facebook do Blog ou por e-mail após analisadas. As publicações postadas aqui devem conter as seguintes restrições.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Como distinguir possessão diabólica de doença mental?

Entrevista com o psiquiatra porta-voz da Associação Internacional dos Exorcistas, reconhecida pelo Vaticano e fundada pelo Padre Grabriele Amorth


A Aleteia conversou com o Dr. Valter Cascioli, médico psiquiatra, porta-voz e conselheiro científico da Associação Internacional dos Exorcistas (AIE), que recebeu recentemente o reconhecimento jurídico da Congregação Vaticana para o Clero. A Associação reúne cerca de 300 exorcistas de todo o mundo.

Não existem ainda números oficiais sobre a quantidade de pessoas que recebem assistência e rituais de exorcismo por meio da Associação. É certo que “sabemos, pelo que nos contam os sacerdotes exorcistas, que os casos estão aumentando constantemente por causa das práticas ocultas e da falta de fé”, afirmou Cascioli.

Deus chamou alguns sacerdotes ao “ministério do exorcismo e da libertação”. As recomendações da Igreja para um ritual de exorcismo incluem a assistência profissional de especialistas em medicina e psiquiatria. O Dr. Cascioli é psiquiatra com 30 anos de experiência profissional.

Por que os casos de possessão diabólica estão aumentando?

O aumento extraordinário da atividade diabólica, das infestações, obsessões, perseguições e possessões, aumenta por causa da falta de fé, adicionada às práticas esotéricas, de magia e de ocultismo. Estas práticas envolvem milhões de pessoas e podem levar ao caminho da possessão diabólica e de outras manifestações de atividade demoníaca extraordinária.

Quais são os sintomas de uma possessão diabólica?

A possessão diabólica é a mais grave atividade demoníaca extraordinária. Relembramos que a atividade ordinária do diabo é representada pela tentação. Ressalto este aspecto porque a tentação é o que abre caminho para os fenômenos mais graves. 

Como se reconhece a possessão diabólica?

A aversão a tudo aquilo que é sagrado. Repugnância pela oração, por tudo aquilo que é abençoado mesmo sem a consciência do que seja, reações inesperadas de violência em pessoas com uma índole diferente. Manifesta-se com blasfêmia, agressões físicas, reações furiosas se as abençoamos, ou se rezarmos diante delas.

Quais sintomas são suficientes para afirmar que existe uma possessão diabólica?

Alguns sintomas são: conhecer profundamente assuntos ou línguas desconhecidas ao sujeito; conhecer a localização de objetos escondidos à vista; conhecer coisas ocultas; manifestar uma força sobre-humana e anormal pela idade ou pelas as condições físicas da pessoa. Às vezes se manifestam com uma agitação psicomotora que, sem explicação, não responde à terapia farmacêutica sedativa. 

É possível que as pessoas possuídas levitem?

Seguramente o fenômeno extraordinário da levitação pode se somar aos sintomas antes mencionados da atividade diabólica. É um indício de possessão. Existem também outros sintomas extraordinários: clarividência do passado e do futuro, materialização. São alguns dos elementos do diagnóstico de possessão diabólica.

Como uma pessoa pode entender se está possuída por um espírito?

Não é fácil saber, sobretudo se não se conhece o assunto. Lembro que estes sintomas são claros somente se manifestados em conjunto. Às vezes é difícil reconhecê-los, se confundidos com doenças psíquicas por causas naturais. A possessão diabólica é “adquirida” por causas não naturais. Em alguns casos os sintomas da possessão podem levar a pensar em uma doença psíquica, por isso podem confundir. As pessoas que levam uma vida desordenada podem confundir os sintomas. Isso não é suficiente para falar de possessão.

Como se abre um caso psiquiátrico?

sacerdote exorcista decide caso por caso, decidindo se envolve, ou não, um médico psiquiatra. Este profissional precisa ter uma preparação acadêmica, mas também espiritual. Existem médicos que não acreditam na existência do

diabo, não reconhecem a atividade demoníaca ordinária ou extraordinária. Às vezes os exorcistas se encontram em dificuldades quando enviam seus pacientes aos psiquiatras que não têm fé e que não reconhecem o maligno.

Quais são as doenças psíquicas que podem ser confundidas com uma possessão diabólica?

Algumas como a esquizofrenia e o distúrbio obsessivo. Em um contexto de psicose delirante poderia, com base nos casos, parecer uma possessão diabólica. Devemos considerar estas patologias com grande atenção e com a competência pedida para este trabalho.

Qual é o primeiro passo que deve cumprir uma pessoa que tem um problema e quer saber se é uma questão espiritual ou psiquiátrica?

Muitas das coisas que mencionamos envolvem as pessoas que, na maior parte dos casos, vivem fora da graça de Deus, pessoas que vivem em situações de pecado mortal. É claro que para um crente o primeiro passo é reconciliar-se com Deus através da oração, Sagrada Escritura e os sacramentos. A pessoa pode seguir um caminho de fé acompanhada por um diretor espiritual. Obviamente, se estas pessoas manifestam problemas psíquicos, ou médicos, podem pedir a ajuda de um especialista. 

Um famoso exorcista Sante Babolin S.J., afirmou que, dos casos de pessoas que pedem um ritual de libertação, somente 2% são verdadeiros episódios de possessão demoníaca, enquanto os 98% são constituído de casos psiquiátricos. Existem estatísticas sobre o percentual de casos reais de exorcismo?

É difícil quantificar o fenômeno, porque as fontes são diferentes. Posso dizer que ao exorcista citado, de fama internacional, chega provavelmente um número superior de casos de problemas sobrenaturais em relação aos casos psiquiátricos. A mim, como especialista, chegam muitos casos psiquiátricos e constato que existe um percentual muito baixo de casos que pedem um exorcismo.
Fonte:Aleteia

domingo, 27 de julho de 2014

A divisão na Igreja, por Dom Athanasius Schneider


Aqui está um trecho de uma entrevista com o bispo Atanásio Schneider, auxiliar de Astana, no Cazaquistão, dirigida por Sarah Atkinson e parcialmente publicada no Catholic Herald em 30 de Maio, e, em seguida, em uma versão completa aprovada pelo Bispo Schneider.

Dom Schneider: (...) Vivemos em uma sociedade não-cristã, um novo paganismo. Hoje, a tentação para o clero é para se adaptar ao novo mundo, o novo paganismo de ser colaboradores. Estamos em uma situação semelhante nos primeiros séculos da Igreja, enquanto a maioria da sociedade era pagã e que o cristianismo foi discriminado. "

Q: Você vê que, por sua experiência na União Soviética?

Dom Schneider: Sim, [eu sei o que é gostar de] ser perseguido, para dar evidência de que você é um cristão. Somos uma minoria. Estamos cercados por um mundo pagão muito cruel. Tentação e os desafios de hoje podem ser comparados com os dos primeiros séculos. Questionado sobre os cristãos a aceitar o mundo pagão e prová-lo pela queima de um grão de incenso diante da estátua do Imperador ou um ídolo pagão. Mas era a idolatria e não é bom cristão queimou incenso. Eles preferiram dar suas vidas; mesmo as crianças, leigos que foram perseguidos deram suas vidas. Infelizmente, não eram clérigos e bispos que colocados grãos de incenso diante da estátua do Imperador ou um ídolo pagão ou entregues os livros da Escritura para que eles sejam queimados. Tais cristãos e funcionários do clero foram chamados naqueles dias " thurificati "ou" traditores ".

Agora, hoje a perseguição é mais sofisticado. Nós não pedimos o clero católico ou queimar incenso diante de um ídolo. Seria apenas material. Agora o mundo neo-pagão nos quer passar as suas ideias, como a dissolução do 6 º mandamento de Deus, sob o pretexto de misericórdia. Se alguns membros do clero e bispos começou a colaborar com o mundo pagão hoje nesta dissolução do 6 º mandamento e revisão de como Deus criou o homem e a mulher, em seguida, eles são traidores Fé, em última análise, eles participam neste sacrifício pagão.

Q: Você prevê uma divisão na Igreja?

Dom Schneider: Infelizmente, nas últimas décadas, alguns clérigos aceitaram essas ideias no mundo. Mas eles agora seguem publicamente. Como as coisas continuarem assim, eu acho que haverá uma divisão interna na Igreja para aqueles que são fiéis à fé de seu batismo e da integridade da fé católica. Haverá uma divisão com aqueles que abraçam o espírito deste mundo, e haverá uma divisão clara, eu acho. Pode-se imaginar que os católicos que se mantêm fiéis à verdade imutável Católica pode ser, por um tempo de perseguição ou discriminação, mesmo daqueles que têm o poder nas estruturas externas da Igreja. Mas as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja e seu magistério supremo, [...] rejeitando qualquer tipo de cooperação com essas idéias neo-pagãs para mudar o 6 º mandamento, o significado sexualidade e família.
Porque Verdade Divina vai irresistivelmente esclarecimentos, e ele vai nos libertar e separar dentro da Igreja o filho da luz divina e filho do mundo pseudo-pagão e da luz anticristã. Presumo que essa separação vai afetar todos os níveis de católicos leigos e não excluindo mesmo os membros seniores do clero.

(Fonte: Latin Mass Society, traduzido do Inglês tradução das noções romanas - KID n º 298 de 04/07/14)

Retirado da página do Facebook "Santa Tradição no Brasil", com edições e correções nossas.

Milagres do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo



"Nenhuma devoção foi até hoje confirmada com maior número de autênticos milagres do que o Escapulário do Carmo". SAINT CLAUDE DE LA COMOMBIERE, director espiritual de Santa Margarida Maria.



Primeiro milagre.

Precisamente no mesmo dia em que Nossa Senhora deu o Escapulário a São Simão Stock, foi este chamado à pressa por Lord Peter de Linton: "-Venha depressa, Padre, porque o meu irmão está à morte, em desespero!" São Simão Stock partiu imediatamente para junto do moribundo. Mal chegou, lançou sobre aquele homem o seu grande Escapulário, pedindo a Nossa Mãe Santíssima que não deixasse de cumprir a Sua promessa. Imediatamente o homem se arrependeu, tendo falecido na Graça e no Amor de Deus. Nessa mesma noite o falecido apareceu a seu irmão e disse-lhe: "-Eu fui salvo pela mais poderosa das Rainhas, e o manto daquele homem foi para mim um escudo."

Degolado salvo

Num internato daquela cidade, estudava um rapaz muito querido por seu bom comportamento e sucesso nos estudos. Um dia pediu licença para ir até sua cidade, não longe de Granada. Mas, à hora combinada, não voltou, nem no dia seguinte. Os professores mandaram alguém até a casa dos parentes, para saber o que teria ocorrido, mas ficaram surpresos em saber que ele lá não tinha aparecido.

Apreensivos, deram uma busca em seu quarto e só notaram a ausência da navalha com que costumava se barbear. Uma terrível suspeita levantou-se e imediatamente os mestres comunicaram o fato às autoridades e começaram as buscas para ao menos encontrar o corpo do rapaz. 

Passados três dias de angustia, dois homens faziam o percurso de Granada à cidade em que morava o rapaz, quando sentiram um impulso interior para aproximar-se de um poço artesiano abandono, que ficava um pouco afastado do caminho. Depois de ter sido perfurado 80 metros, fora abandonado. A 30 metros havia uma saliência para servir de descanso a quem descesse. Conservava ainda um cabo, pelo qual se podia descer até quase o fundo. 

Como não se podia ver nada em seu interior, por causa da escuridão, um dos homens jogou dentro uma pedra. No mesmo instante ouviu-se um gemido humano. Atônito, para certificar-se do fato, atirou outra. Aí ouviu-se claramente uma voz que dizia: 

- Não atire mais, pois vai matar-me! 

Impressionados, os dois correram à cidadezinha para dizer. A noticia correu como rastilho de pólvora, pois toda a população estava ansiosa para ter notícias do desaparecido rapaz. Assim, acorreu ao local o povoado todo, com autoridades e o vigário à frente. 

Um indivíduo, atado a uma corda, deslizou para o interior do poço. Ao chegar à saliência aos 30 metros de profundidade, viu um corpo ferido que fazia esforços para não cair. As profundezas. Pediu que descessem um cesto, e nele colocou cuidadosamente o corpo. 

Na superfície, todos viram tratar-se do estudante desaparecido. Apresentava tão profundo talho no lado esquerdo do peito e do pescoço, que a cabeça mal podia manter-se unida ao corpo. TINHA COMPLETAMENTE SECIONADAS A FARINGE E A LARINGE QUE, PARA QUE PUDESSE FALAR, FOI NECESSÁRIO POR-LHE A CABEÇA DE MANEIRA QUE ENCAIXASSE NAS PARTES SECIONADAS. Ninguém compreendia como é que podia manter-se com vida... 

Ao ver o sacerdote, o infeliz abraçou-lhe as pernas e pediu-lhe que o atendesse imediatamente em confissão, declarando publicamente que, num ato de loucura, tinha deslizado pelo cabo do poço, onde quis suicidar-se. Mas quando já estava ferido de morte, veio-lhe o Pensamento do inferno, e pediu perdão e misericórdia a Nossa Senhora; e passou três dias e três noites naquela angustia. 

Reconciliado com Deus, após confessar-se com o sacerdote, pouco depois faleceu. 

Os médicos da faculdade de Medicina não puderam explicar como pode viver aquele rapaz durante três dias, materialmente degolado, numa profundidade em que o frio de janeiro é terrível, pois está próximo à Serra Nevada. Quando quiseram suturar-lhe o pescoço, sua carne estava tão endurecida pelo frio, que se quebravam as agulhas. 

O QUE A CIÊNCIA NÃO PODE EXPLICAR, PÔDE-O A FÉ, POIS O JOVEM SUICIDA TRAZIA CONSIGO O SANTO ESCAPULÁRIO DO CARMO.


Conversão

Conta um sacerdote que um dia, numa pequena cidade perto de Chicago, foi chamado à cabeceira de um homem que havia muitos anos estava afastado dos Sacramentos. "O homem não queria ver-me, e decerto não quereria falar. Pedi-lhe então que olhasse para o pequeno Escapulário que eu segurava na mão. ‘Era capaz de usar isto, se eu lho pusesse? Não lhe peço mais nada’.  O homem aceitou usá-lo, e em menos de uma hora queria confessar-se, ficando em paz com Deus.

Escapulário intacto. 

Santo Afonso Maria de Ligório diz-nos: "Os hereges modernos troçam do uso do Escapulário. Desacreditam-no como coisa absurda." No entanto sabemos que muitos Papas o aprovaram e recomendaram. É digno de nota que, apenas 25 anos depois da visão do Escapulário, morria o Papa São Gregório X tendo sido sepultado com o Escapulário que usava. Quando o seu túmulo foi aberto passados 600 anos, o Escapulário foi encontrado intacto.

Dois grandes fundadores de Ordens Religiosas – Santo Afonso Maria, dos Redentoristas, e São João Bosco, dos Salesianos – tinham uma devoção muito especial a Nossa Senhora do Carmo e ambos usaram o Seu Escapulário Castanho. Quando morreram, foram ambos sepultados com as suas vestes sacerdotais e os Escapulários. Muitos anos mais tarde as sepulturas foram abertas: tanto os corpos como as sagradas vestes em que tinham sido sepultados não eram mais do que pó! PORÉM, O ESCAPULÁRIO CASTANHO QUE CADA UM USAVA ESTAVA PERFEITAMENTE INTACTO. O Escapulário de Santo Afonso Maria está exposto em Roma, no Mosteiro por ele fundado.

Proteção contra o Demónio

Compreenderá melhor por que razão as ciladas do Demónio se erguem contra aqueles que divulgam o uso do Escapulário, quando ouvir a história do Venerável Francis Ypes. Um dia caiu-lhe o Escapulário que trazia. Enquanto o colocava de novo, ouviu o Demónio que lhe uivava: "Deita fora esse manto que arrebata do Inferno tantas almas!" Então, e de imediato, o Venerável Francis Ypes tratou de humilhar o Inimigo, fazendo-o reconhecer aquilo que os diabos mais receiam: o Santíssimo Nome de Jesus, o Santíssimo Nome de Maria e o Santo Escapulário do Carmo.

Nossa Senhora protege um Missionário

Certo dia, em 1944, um missionário carmelita da Terra Santa foi chamado a um campo de internamento, para ministrar o Sacramento da Extrema Unção. Ia de camioneta, e o condutor, que era árabe, mandou sair o sacerdote uns seis quilómetros antes de chegar ao campo, porque o caminho estava muito perigoso devido a tanta lama. E era tanta, realmente, que, depois de ter andado três quilómetros, o missionário notou que os pés se lhe iam enterrando cada vez mais no lodo. Tacteando para encontrar terreno firme, acabou por escorregar para um poço de lama. Sentindo-se afundar – até que iria morrer, sem qualquer socorro e em lugar tão deserto –, lembrou-se de Nossa Senhora e do Seu Escapulário. Pegou no seu longo Escapulário – que usava por estar vestido de frade –, beijou-o e, erguendo os olhos para a santa montanha do Carmelo (lugar onde nascera a devoção à Mãe de Deus), gritou: "Nossa Senhora do Carmo! Mãe Santíssima! Ajudai-me! Salvai-me!" E logo no momento seguinte se encontrou em terreno firme. Mais tarde, foi o próprio que contou: "Sei que fui salvo pela Virgem Santíssima por meio do seu Escapulário Castanho. Perdi os sapatos dentro daquele lodo, todo eu estava coberto de lama ¼ mas consegui ainda andar os outros três quilómetros que faltavam, louvando sempre a Nossa Senhora."

Salvos da tempestade no mar

Outra história do Escapulário que merece ser contada sucedeu em 1845. Pelo final do verão desse ano, o barco inglês "Rei do Oceano" viu-se de repente no meio de uma feroz tempestade. O vento e o mar açoitavam o navio sem piedade; e um pastor protestante com a mulher e os filhos, e outros passageiros, conseguiram chegar à coberta onde pediam a Deus misericórdia e perdão pelos seus pecados, pois a todos parecia que iam morrer. Entre a tripulação havia um jovem irlandês, John McAuliffe. Ao ver a gravidade da situação, abrindo a camisa, o jovem agarrou no seu Escapulário, tirou-o e, fazendo com ele o Sinal da Cruz por sobre as ondas encapeladas, lançou-o ao mar. Nesse preciso momento, o vento acalmou-se. Só uma onda mais varreu o convés: trazia consigo o Escapulário que ficou pousado aos pés do rapaz. Durante todo este tempo, o pastor protestante (Sr. Fisher) não deixou de observar cuidadosamente os movimentos do jovem e, depois, o efeito miraculoso do que ele fizera. Perguntou ao jovem a que se devia tudo aquilo, e por ele soube da Santíssima Virgem e do Seu Escapulário. Sr. Fisher e a sua família ficaram tão impressionados que se mostraram resolvidos a converter-se à Igreja Católica logo que possível, para assim poderem gozar da mesma protecção do Escapulário de Nossa Senhora.

Uma casa salva de um incêndio

Ainda mais perto dos nossos dias, em Maio de 1957, um Sacerdote carmelita na Alemanha publicou uma história extraordinariamente assombrosa de como o Escapulário tinha livrado uma casa de um incêndio. Era uma fila inteira de casas que se tinha incendiado em Westboden, na Alemanha. Ora, numa das casas dessa rua viviam duas piedosas famílias que, ao verem deflagrar o fogo, imediatamente penduraram um Escapulário na porta de entrada. As faúlhas saltavam em redor e voavam sobre aquela casa; mas ela conservou-se intacta. Em 5 horas, 22 casas foram reduzidas a cinzas – porém, a única construção intacta no meio da destruição geral era a que tinha o Escapulário preso na porta. As centenas de pessoas que vieram ver o lugar que Nossa Senhora tinha salvo são testemunhas oculares do poder do Escapulário e da intercessão da Santíssima Virgem Maria.

Um acidente de comboio

Mas um dos mais extraordinários acontecimentos devidos ao Escapulário aconteceu precisamente aqui, nos Estados Unidos. Nos princípios do século XX, na cidade de Ashtabula, Ohio, um homem foi trucidado por um comboio que o cortou em duas partes. Ora esse homem usava o Escapulário. Pois em vez de morrer de imediato, como seria de esperar, ainda ficou vivo e CONSCIENTE por mais 45 minutos – o tempo necessário para que um sacerdote pudesse chegar e ministrar-lhe os Últimos Sacramentos. Estes e outros casos semelhantes mostram bem como a nossa Mãe Santíssima nos toma ao Seu cuidado pessoal na hora da nossa morte. Tão alta e poderosa Mãe – Santa Maria – nunca nos faltará com a promessa do Escapulário: cuidar de nós para que morramos na Graça de Deus e tenhamos a vida eterna.

Salva a vida de um Sacerdote

Um outro milagre do Escapulário diz respeito a um Sacerdote francês que partira em peregrinação. Já de caminho para celebrar Missa, lembrou-se de que esquecera o seu Escapulário. Mesmo sabendo que se atrasaria se voltasse atrás para o ir buscar, não hesitou em o fazer, pois não podia sequer imaginar-se a celebrar Missa no altar de Nossa Senhora sem usar o Seu Escapulário. Mais tarde, quando já celebrava o Santo Sacrifício, um jovem aproximou-se do altar, puxou de uma arma e alvejou o Sacerdote pelas costas. Para espanto de todos, o Padre continuou a rezar as orações da Missa como se nada tivesse acontecido. A princípio, pensou-se que a bala tivesse milagrosamente falhado o alvo. Mas depois, observando com cuidado, verificou-se que a bala TINHA FICADO RETIDA, ENCRAVADA NO PEQUENO ESCAPULÁRIO CASTANHO que o Sacerdote, tão obstinadamente se recusara a deixar esquecido.

Um chamamento ao fervor

Um oficial da Força Aérea, no Texas, escrevia estas palavras em Outubro de 1952: "Há uns seis meses, pouco tempo depois de começar a usar o Escapulário, experimentei uma mudança notável na minha vida: quase de seguida comecei a ir à Missa todos os dias e, daí a pouco tempo, a receber sempre a Sagrada Comunhão. Vivi a Quaresma com um fervor que até então nunca tinha sentido. Assim fui iniciado na prática da meditação, e dei por mim a realizar pequenas tentativas no caminho da perfeição. Tenho tentado sempre viver próximo de Deus, e sei que o devo ao Escapulário de Nossa Senhora."

A necessidade de usar o Escapulário

Durante a Guerra Civil de Espanha, na segunda metade dos anos 30, sete comunistas foram condenados à morte devido aos sues crimes. Um Padre carmelita prontificou-se a prepará-los para a morte – mas eles recusaram. Como um último recurso de aproximação, o Sacerdote trouxe-lhes cigarros, alguma comida e vinho, e garantiu-lhes que não lhes iria falar de religião. Não demorou muito para que todos se tornassem simpáticos, de modo que o Padre perguntou, então, se podia pedir-lhes um pequeno favor: "-Dão-me licença de lhes colocar, a cada um, um Escapulário?" Seis concordaram, mas o outro recusou. Dali a pouco, os que tinham consentido em usar o Escapulário confessaram-se. O sétimo continuou a recusar; no entanto, para lhes ser agradável pôs um Escapulário, mas logo disse que não faria mais nada. Ao amanhecer, quando se aproximou o momento da execução, o sétimo condenado reafirmou não querer pedir a presença de um Padre: apesar de trazer o Escapulário, continuava decidido a morrer como inimigo de Deus. Chegara o fim: dada a ordem de comando, o pelotão de fuzilamento executou o seu mortífero dever, e sete cadáveres tombaram, jazendo no pó. Misteriosamente, apareceu um Escapulário afastado dos cadáveres cerca de uns 50 passos: daqueles homens, seis morreram COM o Escapulário de Nossa Senhora; e o sétimo SEM o Escapulário.

Livres de queda de avião e queimaduras

Na Guatemala, um missionário jesuíta conta um caso da protecção do Escapulário de Nossa Senhora. Foi no ano de 1955; em Novembro, caiu um avião que transportava 27 passageiros. Todos morreram menos uma jovem que, ao ver que o avião se despenhava, se agarrou ao seu Escapulário pedindo à Santíssima Virgem que lhe acudisse! Sofreu queimaduras, a roupa ficou-lhe reduzida a cinzas, mas o Escapulário nem sequer foi tocado pelas chamas.
Nesse mesmo ano de 1955, um milagre semelhante ocorreu num Estado do Oeste americano. Um rapazinho da 3ª classe parou numa bomba de gasolina para encher os pneus da bicicleta e, nesse preciso momento, deu-se uma explosão. A roupa do menino ficou toda queimada, mas não o seu Escapulário Castanho – que ficou intacto, como símbolo da protecção da Virgem Santa Maria. O rapazinho de então é hoje um homem de idade madura. Ainda tem algumas cicatrizes da explosão, mas continua a recordar de um modo especial a protecção que recebeu da Mãe Santíssima num caso de tão grande perigo.


Fonte: Fragmentos do livro "Nihil Obstat – Reverendo Padre Lawrence A. Deery"

Fonte:

Retirado do blog osegredodorosario.blogspot.com/

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Como Deus ama os santos, apesar de seus defeitos e imperfeições


Todo o homem, por mais santo que seja, tem imperfeições, visto que foi feito do nada; de forma que não prejudicamos aos santos, se, ao narrarmos as suas virtudes, contamos também os seus pecados e imperfeições . Aqueles que ocultam os defeitos e faltas dos santos , com o pretexto de os honrar, fazem mal, porque não contam o princípio da sua conversão, com medo que diminua a estima em que temos a sua santidade. Todos os grandes santos, escrevendo as vidas de outros santos, narraram sempre as faltas e imperfeições, pensando, e com razão, dar nisto tanta glória a Deus e aos seus mesmos santos como narrando as suas virtudes.

O grande São Jerônimo, escrevendo em epitáfio, os louvores e as virtudes de Santa Paula, explica claramente as suas imperfeições, condenando com toda a lisura muitas das suas ações e sendo sempre claro e sincero ao escrever as suas virtudes e defeitos, pois sabia que uma coisa lhe era tão útil como a outra; porque vendo os defeitos dos santos e a sua vida, bastá-nos, para conhecermos a vontade de Deus, que lhes perdoou; e nos ensina a evitá-los e a fazer deles penitência como os santos fizeram, assim como lemos as suas virtudes para o imitar.

Quando os mundanos querem elogiar as pessoas que estimam, contam sempre as suas graças, virtudes, perfeições e excelências, dando-lhes todos os títulos e dignidades honrosas, procurando encobrir os seus  pecados e imperfeições, e esquecendo tudo o que os poderia tornar desprezíveis. Mas a Santa Igreja nossa mãe faz o contrário; porque embora ame muito os,  seus filhos, contudo, quanto os quer louvar e exaltar, conta exatamente os pecados que cometeram antes da conversão, para dar mais honra e glória á majestade d'Aquele que os santificou, fazendo brilhar sobre eles a sua infinita misericórdia, pela qual os levantou da sua miséria e pecados, enchendo-os de graça e dando-lhes o seu santo amor, afim de chegarem a santidade.

É fora de dúvida que a Igreja, contando e escrevendo os pecados dos santos, não tem intenção senão de nos mostrar que não quer que nos admiremos e aterremos com os pecados passados e as misérias presentes, contanto que tenhamos uma resolução firme e inabalável de pertencer a Deus, e de abraçar a perfeição, e todos os meios que nos podem adiantar no amor divino, fazendo com que esta resolução seja eficaz, e produza obras. As nossas misérias e fraquezas, em vez de nos aterrarem, devem-nos humilhar e lançar nos braços da misericórdia divina, que será tanto mais glorificada, quanto maiores forem as misérias, contanto que delas nos emendemos; o que devemos esperar mediante a graça de Nosso Senhor.

O grande São Crisóstomo, falando de São Paulo, louva-o o mais que pode e fala dele com tanta honra e estima, que é coisa admirável a narração das virtudes, graças, prerrogativas, excelências e perfeições de que Deus encheu a alma daquele santo apóstolo: mas, após isto, este mesmo Doutor, para mostrar que essas graças não vêm dele mas da infinita bondade de Deus, fala também dos seus defeitos, e narra com exatidão os seus pecados e imperfeições.

Vede, diz ele, como este grande perseguidor da Igreja, Deus fez um vaso de eleição, e como transformou este grande pecador, fazendo de um lobo uma ovelha; vede como encheu de graças a este ambicioso e iracundo, tornando-o tão submisso, que chega a dizer: "Senhor! Que vos agrada que eu faça?" E tão humilde que diz ser o menor dos apóstolos e o maior dos pecadores; que se faz tudo para todos, é para os ganhar para Jesus: "Quem está doente, diz ele, com o qual eu não esteja doente? Quem está triste, com o qual eu não me entristeça? Quem está alegre com o qual eu não me alegre também? Quem se escandaliza com que eu não me escandalize?" Os antigos Padres, ao contarem a vida dos santos, eram exatos em contar os pecados e faltas deles, para exaltarem e glorificarem a bondade divina, fazendo ver a eficácia da graça por cujo meio se converteram.

(São Francisco de Sales)

FONTE: São Pio V
Retirado do blog: osegredodorosario.blogspot.com.br

Como foi o parto de Jesus Cristo?


“Foi parto normal ou cesariana?”: é comum que uma mulher que deu à luz há pouco tempo responda mil vezes a essa pergunta. Ainda bem que, nos tempos bíblicos, ninguém sequer cogitava levantar esse tipo de questão, pois para a Virgem Maria não seria muito simples explicar o seu parto… inexplicável!
Não podemos afirmar que Jesus nasceu via parto normal, muito menos por meio de uma cesariana. Assim como Deus se encarnou no ventre da Virgem de modo sobrenatural e misterioso, da mesma forma Ele dali saiu. É dogma da Igreja – artigo de no qual todo católico deve crer – que Nossa Senhora permaneceu Virgem antes, DURANTE e depois do parto.
Sei que muita gente vai argumentar que o nascimento de um bebê via vaginal jamais poderia tirar a virgindade de uma mulher, afinal, entendemos que uma mulher só pode deixar de ser virgem ao se relacionar sexualmente com outro homem. Mas tenhamos em mente que esse nosso conceito de virgindade é muito recente; as gerações anteriores não entendiam a coisa assim. Até poucos séculos atrás, e desde que o mundo é mundo, o hímen inviolado sempre foi importantíssimo para uma donzela. Deus, não ignorando essa realidade, fez com que Maria, ao dar a luz, ainda assim conservasse os sinais de sua virgindade física intactos.
Ao conhecer pela primeira vez esse dogma, minha reação foi de estranhamento. Eu já tinha plena convicção da virgindade de Maria antes e depois do parto, e da relação disso com a natureza divina de Cristo, mas… durante o parto?! Que relevância isso poderia ter? O que isso colaborava com a fé cristã? Mesmo sem perceber a beleza e o sentido dessa revelação, acolhi o dogma como verdade por obediência à fé de que Pedro e seus sucessores são infalíveis em questões essas (saiba mais sobre a infalibilidade).
Por meio dos textos patrísticos (os escritos dos padres cristãos dos primeiros séculos) a Igreja sabe que Nossa Senhora não sentiu dor, não derramou sangue e não perdeu o selo de sua virgindade ao dar à luz. A doutrina da Igreja vai até aqui. Daí, podemos inferir que o parto não foi por vias normais.
Estudando, trocando ideias com outras gestantes e vivenciando meu próprio parto, descobri que a sexualidade feminina tem o seu ápice no parto. Sim, o parto normal é uma belíssima extensão do ato sexual: por um ato a vida entra, por outro ato a vida sai – e pelo mesmo local é a entrada e a saída. A relação sexual e o parto não são fatos isolados, mas estão intimamente conectados – o segundo é a continuidade e coroação do primeiro. E esse elo fica claro quando nos damos conta de que o hormônio responsável pelo desejo sexual – a ocitocina – é também aquele que ativa as contrações uterinas durante o trabalho de parto.
Cópula e parto normal não são coisas assim tão diferentes, portanto. São apenas duas etapas de um mesmo processo. Realizam-se pela mesma via – a vagina – e são favorecidos pelos mesmos hormônios. Aí está o “pulo do gato”, a chave de entendimento da questão: se o parto normal é parte integrante da atividade sexual feminina e se Maria não vivenciou a primeira etapa desse processo, então é razoável que também não tenha vivenciado a segunda etapa.
Essa é mais uma belíssima expressão da comovente COERÊNCIA da história da nossa salvação. Isoladamente, esse ponto do dogma realmente pode parecer indiferente, porém,considerando o processo sexual como um todo – que inclui o parto – vemos que uma verdade “puxa” naturalmente a outra, e que as coisas se encaixam perfeitamente.
Em suma: assim como Jesus entrou nas entranhas da Virgem de modo miraculoso, também saiu de lá de modo miraculoso; da mesma forma que entrou, Ele saiu. é simples. E tem sentido, não tem?
Deus é perfeito em todos os detalhes! Bem, há certas coisas que não se devemos esmiuçar muito; temos que ser discretos e muito respeitosos com as coisas que envolvem a Nossa Mãe Santíssima. Mas vejam como há beleza e ordem nisso tudo: imaginem a Santa Virgem, tão delicada e cheia de pudor, tendo que receber assistência em seu parto de um homem (São José)! Hoje isso é normal, mas naquela época seria complicado para qualquer mulher, quanto mais para a Virgem! Deus Pai, que é infinitamente doce e sempre pensa em tudo, preservou Nossa Senhora desse constrangimento. Ela merecia.
As tentativas de explicação desse mistério são limitadas, mas temos o testemunho dos escritos dos padre primitivos (Tradição) e o Magistério de Pedro. No mais, sigamos o conselho de Santo Agostinho: a virgindade durante o parto é uma coisa tão admirável que deve nos levar, humildes e maravilhados, ao louvor e à silenciosa contemplação.
“Nosso Senhor entrou por sua livre vontade no seio de Virgem… Engravidou sua Mãe, todavia sem privá-la da sua virgindade. Tendo-se formado a si mesmo, saiu e manteve íntegras as entranhas da mãe. Desta maneira, revestiu aquela de quem se dignou nascer, com a honra de mãe e com a santidade de virgem… Que significa isso? Quem pode dizê-lo? Quem o pode calar? Coisa admirável. Mas não nos é permitido calar aquilo de que somos incapazes de esclarecer… Não obstante, sentimo-nos constrangidos a louvar, para que o nosso silêncio não seja sinal de ingratidão. Graças sejam dadas a Deus! Aquilo que não se pode exprimir dignamente, pode-se crer firmemente.”
- Santo Agostinho, Sermão 215,3

Retirado do site: ocatequista.com.br

Sugestões de posts, dúvidas e críticas, envie para: catolicostradicionais@gmail.com